
Seguramente, existem muitos apetites urbanísticos e até o actual Presidente da Câmara de Loures considera que o reactor nuclear é um embaraço para o "crescimento" da freguesia da Bobadela.
Eu, se fosse Presidente, empenhar-me-ia num projecto completamente diferente, dos habituais e óbvios no actual estado das coisas:
1. Diligenciaria junto do ITN e da sua tutela a autorização, colaboração e apoio para a implementação de um equipamento colectivo de acesso público (em termos a definir) onde se conjugassem as valências do ambiente, da ciência e da história portuguesa dos Descobrimentos;
2. Por isso lhe chamaria o Parque-Jardim dos Descobrimentos;
3. Em traços gerais, a ideia a "encomendar" a uma equipa multidisciplinar, traduzir-se-ia nos seguintes aspectos:
a) constituir um vasto jardim equipado que teria como elemento central a plantação de árvores e vegetação de todas as partidas do mundo por onde os portugueses passaram e revelaram novos mundos ao mundo. Uma espécie de jardim botânico dos descobrimentos;
b) implementar assim, um pequeno pulmão verde, como contributo para reequilibrar a qualidade do ar na zona e promover o sequestro de CO2;
c) promover a instalação de um centro técnico-científico (com participação do estado central (através do ITN ?), da autarquias, de empresas e universidades) tendo em vista o desenvolvimento articulado de factores/produtos e serviços promotores da qualidade de vida sustentável;
d) reflectir didacticamente no parque-jardim a importância histórica das viagens portuguesas pelo mundo, a circulação de produtos e tecnologias e as interelações culturais e sociais emergentes dos descobrimentos.
e) o reactor nuclear experimental, pelas suas potencialidades de aplicação civil e em domínios como a saúde e o desenvolvimento de tecnologias de alto valor acrescentado e especializado, passaria a constituir um aliado e uma oportunidade do Município de Loures e não um inimigo e uma ameaça.
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